terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A luta continua

Não foi dessa vez que me tornei servidor público dignamente remunerado. Caí na arapuca do concurso, em parte pelo pouco tempo de preparação, em parte pelo pouco tempo para realizar a prova, em parte pelo azar de não cair o que eu sabia - segundo meus levantamentos, em cerca de 30 % da matéria eu estava muito bem preparado.

A vida segue sendo vivida - em meio à noticia do resultado do concurso, uma mudança sendo feita, instalações elétricas, novas fechaduras, NET, audiências fartamente concentradas nessa semana, todos os clientes querendo saber tudo de seus processos, todo mundo querendo dinheiro, grana, pila, bufunfa, capim, cabral.

Meus planos imediatos é seguir em frente. Como estou com os olhos lá no adiante, para daqui uns vinte anos, não desisti dos concursos: seguirei fazendo um aqui e outro ali, estudando, procurando me aprimorar, sempre com um olho no livro e outro no caixa. As contas seguem reclamando serem pagas mensalmente.

É isso, por enquanto. Como se fosse pouco.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

48 horas

Jã se vão quatorze dias deste 2011, e somente agora consigo parar para pensar e escrever - mesmo que seja qualquer coisa, é preciso um mínimo de concentração na coisa.

De outubro para cá as coisas andaram mais dinâmicas. Priorizei as aulas do curso preparatório e muitas horas de estudo, tanto em casa quanto no escritório. No olho do furacão, sei que não foi suficiente, mas isso é aquela autocrítica indispensável: sempre podemos mais.

Não sei se conseguirei, e na dúvida está o exato tesão de viver. Faltam 48 horas, e tantas coisas não sei. Mas algumas tantas descobri, e é exatamente essa arma que tenho a meu favor. Vai depender, todavia, do que me perguntarem na hora da verdade.

A "solidão da prova" é a expressão mais exata que ouvi nesses três meses de preparação. Ali, a partir das 9h do domingo, e até as 13h, estarei numa tarefa solitária de desvendar os mistérios de um concurso. A necessidade de ser aprovado (acertar 60 % das questões) e me classificar (figurar entre os 200 primeiros).

São 3.200 concorrentes, na sua maciça maioria despreparados. Mas não são eles que me preocupam - ninguém pode me impedir do que eu quero. Apenas minhas limitações.

Será apenas o primeiro passo que, se vencido, exigirá outros tão ou mais difíceis. Estou preparado para a guerra e seu resultado. Tenho a consciência de que fiz o que minhas forças permitiram. Poderia mais? Poderia. Mas aí é o limite do possível e a superação. Não me superei, estive no limite do possível. Vou tranquilo, aceitando o destino que me impus!

Alea jacta est!

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