terça-feira, 29 de junho de 2010

Acordando cedo

Acordei cedo hoje, muito cedo realmente: eram 5h30 quando desisti da idéia de permanecer dormindo. Acontece, feito cair da cama. Não tenho grandes problemas nisso.

A maioria das pessoas - leia-se a média delas - não gosta de acordar cedo, quiçá não gosta nem de acordar! E fazem desse evento um problema em suas vidas. Não sei se sou Pollyanna demais, não não consigo ver isso como algo ruim. Eu realmente gosto de acordar cedo, embora nem sempre o faça. Penso que muitos não gostam da vida que levam, aliado, é claro, pelo prazer indiscutível que é dormir.

E aí entra o conceito de "acordar cedo". Sem dúvida que 5h30 da manhã é deveras cedo. Sim, sei que há quem acorde antes disso, e cada um com sua idiossincrasia! Mas é uma definição relativa. Para uns, levantar às 7h da manhã pode ser tarde, pode ser cedo.

Cresci acordando impreterivelmente às 6h45 (em primeira chamada, 6h50 em segunda chamada e aos berros às 6h55). Não tinha moleza nesse quesito, chegar atrasado ao colégio (ou simplesmente não ir) era algo impensável lá em casa - como há de ser na maioria dos lares. Nunca tive o hábito de tomar café pela manhã, o que todavia tenho feito nos últimos tempos. De modo que pouco antes das 7h45, quando começavam as aulas, já estava eu defronte ao colégio comentando os eventos do dia anterior - invariavelmente, os jogos de futebol (profissional e os da escola).

Minha filha acorda cedo também: não passa de 7h20. O que varia é o humor da pequena, tem pra todos os gostos. Mas também vai dormir cedo, 21h está na cama e dorme mesmo! E percebo que as pessoas se impressionam quando descobrem que ela acorda cedo: parece que a média das crianças vai dormir muito tarde e acorda igualmente. Mas mesmo para Helena, seu horário é relativamente tarde: como não há horário fixo na escola, o tempo não importa tanto nessa questão. Por esse ano, somente: ano que vem ela entra no primeiro ano e aí nos rigorismos e compromissos de sala de aula. Bem se diz que a vida acaba aos seis anos.

E para terminar o assunto, o aterrador: adoro acordar cedo no domingo, pode? Dizem que é pra ter mais tempo de não fazer nada. Mas realmente, tenho esse gosto especial (e inusitado?). Evidente, quarenta anos, mulher e filha em casa. Aos vinte, solteiro e sem filhos, não era bem assim.

Tudo tem a sua hora, inclusive para acordar.

sábado, 26 de junho de 2010

Os prazeres culinários

O cardápio de hoje, um sábado chuvoso, é carreteiro de javali com lentilhas, acompanhados de couve-flor refogada (era para ser na manteiga, mas esqueci de comprar). Evidentemente (e evidentemente apenas para quem me conhece), quem fará tudo isso sou eu. A cozinha, aqui em casa, é território meu. Já a área de serviço...

Sou de uma geração que era a mãe que ia pra cozinha e o pai que se esbaldava à mesa, depois ia dormir enquanto que a esposa dava conta da louça. Quase todos meus amigos em torno da minha idade viveram esse cenário. Eu vivi em parte pois, em geral, aos domingos era meu pai que assumia o fogão (mas não a pia!).

Cresci vendo ele fazer pratos elaborados no fim-de-semana: mocotó, feijoada, pastelão no forno, lasanhas, dentre outras aventuras culinárias - isso quando não rolava o famoso churrasquinho - de meu tempo de MUITO piá, ele e meu vô materno, em volta da churrasqueira, apreciando cervejas geladas e com aquele papo de adulto, eu em volta dando uma de garçon ("não corre com a garrafa na mão", "segura embaixo", eram os gritos que vinham do fundo do terreno enquanto eu zeloso atravessava o pátio).

Diante disso tudo, tornou-se imperioso que eu me dedicasse às lides gastronômicas. Mas não foi automático, foi bastante gradual: aprendi a fazer molho de cachorro quente aos 13 anos. Arroz, por necessidade (e é algo que ainda hoje tenho minhas dificuldades de acertar o ponto). Morando sozinho aumentei minha lista de preparos, mas nada muito sofisticado: isso é algo que venho adquirindo nos últimos anos.

Tenho comprado livros, assistido a programas de tevê e pensado seriamente em fazer cursos. Só preciso, todavia, aprender a controlar a compulsão de comer, afinal não preciso provar TUDO o que faço. Tá, vão dizer que faço o rango e depois quase não como: errado. Como tal qual estivesse à mesa esperando a iguaria!

Mas isso é outro capítulo, é papo pro meu endocrinologista - que ainda não tenho, mas vou arranjar um. Enquanto isso, vou encerrando o papo porque tenho que ver se minha lentilha vai bem, obrigado!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Na forma da lei?

A Globo se lança no seriado jurídico-policial, livremente inspirada por Law & Order (a abertura é uma cópia declarada), com o péssimo "Na forma da lei", cuja primeira temporada terá oito episódios e (ai) pode ficar na grade fixa da emissora.

Basicamente, um grupo de ex-estudantes de direito se reecontra para formar uma espécie de "força-tarefa", com o objetivo de colocar atrás das grades o sociopatinha sem sal vivido por Márcio Garcia. Lideram o grupo as globais Ana Paula Arósio (no papel de uma promotora que tem medo de bandido!) e Luana Piovani (uma determinada delegada federal que chega na linha de tiro brandindo a insígnia e gritando "polícia federaaaaal"), ainda formado por um juiz todo certinho, um advogado idealista e um jornalista investigativo. Faltou alguém? Tanto faz.

Dei-me ao trabalho de assistir aos dois primeiros episódios. No primeiro eu ainda estava grogue pelos excessos cometidos durante o jogo da selecinha (tá, não torço, mas curto a festa e, principalmente, a cerveja); já no segundo, exibido na noite da última sexta-feira, foi de doer.

Há muitos anos não assisto os programas da Globo. Praticamente desde 1995, quando passei a ter acesso a tevê paga. Mas este, como é afeito à minha área, me chamou a atenção. Primeiro, para ver o quanto eles copiariam os (bons) enlatados do gênero. Basicamente nada, a não ser a abertura, que é idêntica à "Law & Order". O resto são os chavões do Brasil: político corrupto, sistema corrupto, mas um grupo de jovens idealistas (ahahahahahaha). Não se faz o certo com discursos prontos, mas as pessoas parecem acreditar que sim.

Segundo, justamente para ver as legítimas cagadas jurídicas cometidas no seriado. Por enquanto não vi muita coisa: uma promotora que fala "forum" e "tribunal" como se fossem sinônimos; juíz recebendo em seu suntuoso gabinete promotor e advogado para discutir a admissibilidade de determinada prova, cada um apresentando seus argumentos oralmente! Sei lá, vai que lá no Rio a justiça funciona assim. E, ao que parece, a promotora tem gabinete no Foro! Será que o MP não tem sede própria lá?

Também vi a lindinha Ana Paula Arósio vomitando: "Sou a promotora fulana de tal e este sujeito está me importunando" (em referência ao péssimo Márcio Garcia), tendo que se apresentar aos seguranças do Forum (ou Tribunal, nem ela sabe dizer direito)! Depois disso, uma chorosa promotora "ele vai me matar"! É, Aninha, tu precisa trocar de profissão!

Também plasticamente bonitinha, a Piovani, delegada federal, me chega na linha de tiro brandindo sua insígnia e gritando "polícia federaaaal". Nenhum delegado de verdade é burro pra fazer isso, pois vai ser crivado de balas ainda na primeira sílaba. Mas claro, a Globo não vai deixar a lindinha se machucar.

Ainda devo insistir um ou dois episódios, não mais do que isso. Talvez a Globo me contrate como consultor! Nunca mais a Arósio vai se confundir entre o Foro e o Tribunal!

Mas, por enquanto, nada mais fora da lei e do bom senso!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Falação

Nada a declarar: hoje não vou falar (ou escrever) sobre Copa do Mundo.

As notícias da manhã, ouvindo rádio desde as 6h40 (sim, acordei cedo, creia): travesti (mais ainda) tresloucado fere com seringa enfermeira e outras pessoas em hospital de Brasília. A seringa conteria sange do próprio transexual que é portador do HIV; ator Werner Schunnemman dorme na direção e cai no Arroio Dilúvio, nossa miniatura do Tietê; PTB desiste de concorrer ao Piratini. São essas, dentre outras, as notícias que pululam o radiojornalismo de hora em hora.

Minha filha chama de "falação" o rádio em AM (leia-se Gaúcha). Antes era "notícia chata"! Gosta mesmo é de seu CD de músicas ("as preferidas de Helena", que já está no volume três). Não, não tem Xuxa. Sim, tem Balão Mágico (mas a clássica). Além de Shania Twain (suspiro), ABBA, Legião Urbana, Los Hermanos, Lenka, Almôndegas, Kid Abelha, dentre outros. É evidente a minha influência nesse processo. Só imagina quantas vezes ela pede esses CD's no carro: ajustamos que segunda, quarta e sexta é dia de música, o que ela avisa antes mesmo de embarcar: "pai, hoje é dia de música"! Não deixa passar!

Pronto: não falei da Copinha, nem da Selecinha, muito menos do semi-analfabeto do Dunga (que, ao contrário do Lula, assim como muitos brasileiros sequer tem curso técnico)! Quer dizer, acabei falando, mas sem falar.

Muita "falação", diria a Helena!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A mão e o apito

Lá vamos nós, em mais uma da série "escrevendo obviedades".


Luís Fabiano não usou uma, mas sim DUAS mãos para fazer o segundo gol contra Costa do Marfim. Tudo bem que não foi o gol salvador aos 46 do segundo tempo, feito Henry nas Eliminatórias contra a Irlanda. Tudo bem que não foi o último toque numa quartas-de-final como Maradona em 1986. Mas até agora muito poucos brasileiros (os patriotas) admitiram que o uso das mãos tirou toda a beleza plástica do gol!

Dunga e os analistas de futebol vociferam contra a violência dos "elefantes" no jogo! Reclamam pela "injusta" expulsão do Kaká (é impressionante como, para a imprensa, tudo o que esse rapaz faz é belo e puro, afinal casou virgem). Mas não reclamam da manifesta complacência do juiz do lance do "fabuloso" (ah, esses apelidos) - imagem registrou o árbitro em sorrisos comentando com o Luis Fabiano algo como "eu vi que foi com a mão, mas deixa estar". Aí tudo bem.

Queria ver fosse contra o Brasil!

Por isso concordo com o que o L. Potter, descomprometido de seriedade na sua coluna na contra-capa do caderno da copa em ZH, disse sobre: o Brasil é o Corinthians das seleções! Provavelmente a mais favorecida pela arbitragem na história das Copas!

Desconsiderando, claro, toda a choradeira na aldeia em relação ao clube mais popular do país: olvidam os erros que favoreceram cá nós (leia-se os gaúchos)!

Enfim: sigo sem inspiração para escrever mesmo que seja sobre a Copa! A histeria coletiva continua, pelo menos até 11 de julho. Depois disso, vejamos se resta alguma sanidade!

sábado, 19 de junho de 2010

A Copa do Mundo e o patriotismo

O tema é recorrente. Em tempos de Copa do Mundo, o patriotismo vira sentimento de exacerbação e obrigatoriedade pelas ruas do país. A ínfima resistência detectada (na qual me encontro) é duramente criticada, com a pergunta falaciosa: "não és brasileiro?".

Sou brasileiro, filho de brasileiros e neto de metade brasileiros e metade ucranianos. Daí pra cima a mistusta fica maior ainda. Mas nasci em Pindorama, vivo aqui, falo português, gasto em reais, gosto daqui. Sou obrigado a torcer pela seleção brasileira de futebol profissional masculino? Não sei.

Quando invocam o patriotismo, então, a discussão se torna mais profunda. É com espanto que as pessoas constatam que não torço pelo selecionado de Dunga (e não só de Dunga, é uma convicção confirmada pelos últimos 25 anos)! Mas ora, bolas, e o patriotismo?, é o que me indagam.

Vejo carros com bandeirinhas do Brasil desfilando na rua. São patriotas. Passam no sinal vermelho, avançam sobre os pedestres na faixa de segurança, falam ao celular, não usam o cinto de segurança, trocam de pista sem dar sinal, andam na Freeway a 140 Km/h. Ou seja, são patriotas, mas não respeitam a lei do país!

Não aguentam mais os políticos corruptos, por isso nem votam mais: ou anulam seu direito de escolha ou justificam que estavam em trânsito. Procuram dar um jeitinho pra conseguir o documento aquele, aproveitando que tem um tio que trabalha na repartição. Furam filas, não observam a preferência a idosos, portadores de deficiência física, gestantes ou pessoas com crianças no colo. Sim, são patriotas, mas não respeitam a lei do país e adeptos do "jeitinho brasileiro": quer coisa mais patriota que isso?

Criticam a miséria no país mas nada fazem para ajudar uma ONG (séria). Não dooam cestas básicas. Não fazem ações sociais, não dão roupas na campanha do agasalho, não cuidam do meio-ambiente. Evidente, são patriotas, mas não preservam seus próprios direitos difusos!

É um patriotismo do futebol, evidente. Por isso que nem mais respondo. Ser patriota assim é muito fácil. Ô, se é!

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Em tempo: MUITAS pessoas fazem tudo isso que eu citei, dentre outras coisas mais. Só que, apesar de MUITAS, ainda são POUCAS num universo de 200 milhões. Ainda são exceção. De forma geral, e toda generalização é perigosa, a coisa acontece assim! Patriota, mas usando a calçada do posto pra burlar o sinal de trânsito!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Defensoria x EPTC

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul ingressou com Ação Civil Pública contra a EPTC, questionando a legitimidade dessa empresa em autuar e multar no trânsito de Porto Alegre.

A coisa não é nova: em Belo Horizonte ação idêntica foi proposta e, ao que parece, até o STJ se pronunciou sobre a questão: essas empresas privadas, apesar de investidas pelo serviço público, terão que devolver os valores aplicados a título de multas de trânsito.

No caso da EPTC, desde sua criação, em 1998.

O Poder Público, por sua vez, precisa pensar num plano B, sob pena da guerra do trânsito ficar sujeita à impunibilidade: já está ruim com os azuizinhos, imagina sem eles?

Não que eu seja contra a iniciativa da Defensoria: sou a favor. As coisas tem que ser feitas dentro da legalidade! E nada mais ilegal do que uma empresa privada - travestida de "pública" - faturando em cima do que deveria ser o Poder de Polícia do Estado!

Mas isso são digressões afeitas ao direito administrativo - o que é uma bela discussão teórica.´

Só que não vou também para o lado da paranóia da indústria de multas - coisa que deixo para os sant'annas da vida! Ah, se houvesse a tal indústria! Duas horinhas ali na Sertório seria o suficiente para fazer a féria do dia! Não é por aí!

Louvável a iniciativa de nossa Defensoria - agora devidamente valorizada com os salários subvencionados! O Poder Público que não se cale: se a EPTC só pode fiscalizar, que digam quem pode autuar e multar! Virar a casa do badanha é o que trânsito não pode - mais do que já é!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Por que não torço pra selecinha!

Não torço para a seleção brasileira de futebol masculino profissional desde 1985. Ainda em 1982, no jogo contra a União Soviética, comecei torcendo para os russos, mas o futebol de Falcão, Sócrates e Zico foi o suficiente para me encantar e produzir aquele baque do Sarriá contra a Itália.

A frustração de 1982 com o corte do Renato Portaluppi, que estava voando baixo em 1985, mais o uso político da Copa em 1986 em meio ao plano cruzado foram o suficiente para que eu jamais torcesse novamente para a Canarinho. Ainda adolescente, vibrei com a eliminação para a França. Em 1990, já um adulto, foi muito bom ver a Argentina acabar com a Era Dunga (a cena da Vanusa Spindler, musa loira de olhos azuis na época, de olhos marejados e um meio sorriso para  a câmera, no entanto, ainda me corta o coraçãozinho).

Agi com indiferença ao tetra e ao penta, e me senti confortável com o vice de 1998 e a eliminação de 2006, ambos diante da França.

No entanto, definitivo para que qualquer chance de torcida fosse pulverizado, foram as Olimpíadas de 1996. Qualquer atleta brasileiro, que sofre para conseguir patrocínio e índice Olímpíco para participara da competição, sonha com o glamour de ganhar uma medalha.Ouro, prata ou bronze. Pois os jogadores brasileiros conseguiram desprezar a honraria de uma medalha de bronze! Algo nojento que deveria ter sido severamente repreendido pelo Comitê Olímpico.

Essa arrogância brasileira no futebol profissional masculino, esse ufanismo exacerbado, essa histeria coletiva em tempos de Copa só me causam, no mínimo, desconforto. Não vejo razão para tanto. Racionalizo - o que talvez seja o cerne da questão -  e não consigo sentir essa alegria inata. Felizmente para mim, pois como já disse antes, me sinto bem assim.

Pior seria me sentir mal, tal qual aqueles que se deprimem no Natal ou Ano-Novo. Nada disso, não sou tão amargo. Até gosto da festa. Só não compartilho o motivo.

***

Em tempo: embora não assista à Globo e, consequentemente, ao Fantástico, há alguns anos, concordo com o  L. Potter em ZH: ver Tadeu Schmidt é coisa de mulher! Macho que é macho tem saudade do Léo Batista!

domingo, 13 de junho de 2010

Assuntos da Copa

Com todo esse clima de Copa do Mundo fica quase impossível não falar de. Até porque os outros assuntos ficam relegados ao rápido "aham" que pessoas educadas emitem fingindo dar alguma atenção. Ninguém tá a fim de saber quem vai ser o vice da Yedinha! Agora, quanto foi o jogo da Alemanha é bem mais interessante!

E aí entramos nas discussões das favoritas, os azarões, as zebras, o frango do goleiro inglês, as insuportáveis vuvuzelas, a Jabulani e por aí vão os conceitos introduzidos pela Copa!

O ufanismo exacerbado! Nossa! De quatro em quatro anos é época de aturar aquelas pessoas que não têm a menor noção do que é um jogo de futebol mas que torcem incondicionalmente para a "nossa" seleção! Ai, o Kaká! Filma eu, Galvão! E o brabo é descobrirmos que temos saudades do Gato-Mestre (está lá ele ou não? Não sei, não vi o Globoesporte pra saber se ressuscitaram o gatinho).

E claro, secar a argentina. Claro, né? Tenho certeza que a grande maioria seca a Argentina, com a mesma certeza que a grande maioria dessa grande maioria não tem a menor noção do por quê faz isso! Por que se faz as coisas em bloco. Por adesão. Porque todos fazem! Porque é legal! Porque dói pensar!

Tenho-me por um cara feliz, justamente por coisas desse tipo: não seco a Argentina. Acho o futebol deles legal, sem que contudo chegue a idolatrá-los! Acho legal, gosto de ver, torço por eles. Gosto da Argentina e de Buenos Aires e não tenho nenhum motivo para detestar hermanos. Pergunte para as pessoas por que elas detestam argentinos? Não vão saber dizer. Assim como por que gostam tanto de McDonald's!

Mas melhor nem perguntar. Pode gerar uma crise de identidade. Deixem elas, essas pessoas, a grande maioria, o senso comum. É divertido desafiar o senso comum, só que dá trabalho. Bem mais trabalho.

Tudo bem: não estou no mundo a passeio. E antes que perguntem, sou brasileiro sim, mas não torço para a seleção brasileira masculina de futebol!

***

Em tempo: o blogspot disponibilizava novas interfaces, por que não mudar? Já nem me lembro como era antes! Puro tédio. Ficou legal?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Como viver bem durante uma Copa do Mundo?

Estamos nos últimos dias de paz: começará a Copa.

Durante o próximo mês, o assunto será apenas  um: o futebol, o Dunga, o Kaká. Dá vontade de vomitar, e isso que gosto de futebol! Mas realmente essa ufanismo exacerbado não me afeta. Já chegaram a ironizar perguntando se eu sou brasileiro, algo como se pra ser gaúcho tem que ser gremista ou colorado. Estigmas!

Eu que ando totalmente sem assunto, talvez acabe me inspirando justamente pela falta de assunto - o mote preferido dos cronistas sem inspiração, falar da falta de inspiração! Temas para debate não faltam, o que faltará são pessoas que queiram conversar algo diferente de selecinha!

Ainda prefiro as Olimpíadas, que dá uma gama muito maior de esportes, muito mais competitivos, justos e completos que o futebol.

Mas o futebol é o ópio do povo (se não me engano, frase cunhada por Nélson Rodrigues), é uma praga, uma doença. Adoro futebol, não vou me furtar de ver os bons jogos - mesmo que não venham a ser tão bons assim. Só sem o lado ufanista.

Acreditem, vivo bem melhor!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma notícia plantada

A imprensa inventa o fato e depois veicula matérias desmentindo mas - nesse ínterim - testa toda sua audiência.

Pudemos ver isso recentemente no tal caso "Felipão no Inter". As rádios não cansaram de repetir essa possibilidade, para depois classifica-la como "a notícia que abalou o Rio Grande".

O certo é que Felipão nunca passou perto de vir para o Internacional. Pelo menos não agora, pelo menos não nesse fim-de-semana. A Band AM chegou a divulgar valor do contrato - algo em torno de R$ 720 mil mensais! Depois, com uma cara-de-pau impressionante, veicula entrevista com o Scolari em que ele diz que quem deu até prazo de contrato e valores deveria estar na cadeia!

O fato, criado pela imprensa para ter assunto, NUNCA passou de especulação. Não há notícia confirmando qualquer oferta ou sondagem feita pelos dirigentes colorados em torno de Luis Felipe Scolari. Como bem disse Meira, "não custa sonhar", e esse "sonhar", leia-se, não passou perto dos dirigentes do Internacional: esteve apenas no imaginário do torcedor que se ilude com notícias plantadas!

E que agora se depara com nomes bem mais reais. Adílson Baptista, pelo que se anuncia, tem proposta para sair do Cruzeiro. Mas para ir para o Exterior. Abel, Mano Menezes, Nelsinho Baptista (terá o torcedor colorado pouca memória), Muricy, são todos profissionais com contratos em vigor com pesadas multas rescisórias.

Alex Stival, o Cuca, o técnico-depressivo, está no mercado. Será o presente de grego que a direção colorada prepara para o seu torcedor? Eu sinceramente acredito que não.

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