terça-feira, 15 de junho de 2010

Por que não torço pra selecinha!

Não torço para a seleção brasileira de futebol masculino profissional desde 1985. Ainda em 1982, no jogo contra a União Soviética, comecei torcendo para os russos, mas o futebol de Falcão, Sócrates e Zico foi o suficiente para me encantar e produzir aquele baque do Sarriá contra a Itália.

A frustração de 1982 com o corte do Renato Portaluppi, que estava voando baixo em 1985, mais o uso político da Copa em 1986 em meio ao plano cruzado foram o suficiente para que eu jamais torcesse novamente para a Canarinho. Ainda adolescente, vibrei com a eliminação para a França. Em 1990, já um adulto, foi muito bom ver a Argentina acabar com a Era Dunga (a cena da Vanusa Spindler, musa loira de olhos azuis na época, de olhos marejados e um meio sorriso para  a câmera, no entanto, ainda me corta o coraçãozinho).

Agi com indiferença ao tetra e ao penta, e me senti confortável com o vice de 1998 e a eliminação de 2006, ambos diante da França.

No entanto, definitivo para que qualquer chance de torcida fosse pulverizado, foram as Olimpíadas de 1996. Qualquer atleta brasileiro, que sofre para conseguir patrocínio e índice Olímpíco para participara da competição, sonha com o glamour de ganhar uma medalha.Ouro, prata ou bronze. Pois os jogadores brasileiros conseguiram desprezar a honraria de uma medalha de bronze! Algo nojento que deveria ter sido severamente repreendido pelo Comitê Olímpico.

Essa arrogância brasileira no futebol profissional masculino, esse ufanismo exacerbado, essa histeria coletiva em tempos de Copa só me causam, no mínimo, desconforto. Não vejo razão para tanto. Racionalizo - o que talvez seja o cerne da questão -  e não consigo sentir essa alegria inata. Felizmente para mim, pois como já disse antes, me sinto bem assim.

Pior seria me sentir mal, tal qual aqueles que se deprimem no Natal ou Ano-Novo. Nada disso, não sou tão amargo. Até gosto da festa. Só não compartilho o motivo.

***

Em tempo: embora não assista à Globo e, consequentemente, ao Fantástico, há alguns anos, concordo com o  L. Potter em ZH: ver Tadeu Schmidt é coisa de mulher! Macho que é macho tem saudade do Léo Batista!

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