segunda-feira, 21 de junho de 2010

A mão e o apito

Lá vamos nós, em mais uma da série "escrevendo obviedades".


Luís Fabiano não usou uma, mas sim DUAS mãos para fazer o segundo gol contra Costa do Marfim. Tudo bem que não foi o gol salvador aos 46 do segundo tempo, feito Henry nas Eliminatórias contra a Irlanda. Tudo bem que não foi o último toque numa quartas-de-final como Maradona em 1986. Mas até agora muito poucos brasileiros (os patriotas) admitiram que o uso das mãos tirou toda a beleza plástica do gol!

Dunga e os analistas de futebol vociferam contra a violência dos "elefantes" no jogo! Reclamam pela "injusta" expulsão do Kaká (é impressionante como, para a imprensa, tudo o que esse rapaz faz é belo e puro, afinal casou virgem). Mas não reclamam da manifesta complacência do juiz do lance do "fabuloso" (ah, esses apelidos) - imagem registrou o árbitro em sorrisos comentando com o Luis Fabiano algo como "eu vi que foi com a mão, mas deixa estar". Aí tudo bem.

Queria ver fosse contra o Brasil!

Por isso concordo com o que o L. Potter, descomprometido de seriedade na sua coluna na contra-capa do caderno da copa em ZH, disse sobre: o Brasil é o Corinthians das seleções! Provavelmente a mais favorecida pela arbitragem na história das Copas!

Desconsiderando, claro, toda a choradeira na aldeia em relação ao clube mais popular do país: olvidam os erros que favoreceram cá nós (leia-se os gaúchos)!

Enfim: sigo sem inspiração para escrever mesmo que seja sobre a Copa! A histeria coletiva continua, pelo menos até 11 de julho. Depois disso, vejamos se resta alguma sanidade!

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