terça-feira, 27 de abril de 2010

Escovada.com

Ouvi no rádio que dentro de cinco anos as escovas de dentes estarão conectados na internet!!

É isso mesmo, você não leu errado: escovas de dentes plugadas na rede!

Em tese, serviria para pais monitorarem as escovadas dos filhos: acessando um determinado site, baixariam informações sobre a intensidade da escovada e etc.

Ir no banheiro dar aquela coordenada nem pensar? Só para pais que avisam por e-mail que está na hora dos filhos dormirem!

Isso assevera uma antiga frase de meu pai: "o que eles não inventam para não precisar trabalhar".

Depois dessa nem vou escrever mais nada.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Deu Grêmio

Deu Grêmio na primeira das duas partidas decisivas do Gauchão 2010. Resultado lógico decorrente do jogo e da própria postura das duas equipes em todo o torneio. Venceu bem a primeira quem mais queria ganhar a competição, já que o Internacional está de olho na Libertadores.

O Grêmio, apesar de também ter outra competição paralela, não se descurou do regional, pesar da péssima jornada contra o Pelotas. Eu já dizia que o tempo cobraria a conta de ambos os times, e assim vem fazendo. O tricolor, apesar da vantagem, segue inconfiável; o colorado já desde muito não engana ninguém.

Assim vamos deixando abril para entrar em maio, mês do início da competição nacional. A despeito dos problemas da aldeia, lá para cima a coisa também não anda às mil maravilhas.

Esperemos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Revendo remakes

Não que alguém tenha alguma coisa a ver com isso, mas de imediato anuncio que não assistirei Alice in Wonderland, fantasia dirigida por Tim Burton e claro estrelada pelo estereotipado Johnny Depp, livremente inspirada nos clássicos Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho.

Primeiro porque há muito superproduções cinematográficas não fazem parte de meu roteiro - abri exceção para Avatar, por conta da tecnologia em terceira dimensão, o que só confirmou minha prática.

Segundo, porque ainda não perdoeei Tim Burton - e pela via transversa Johnny Depp, pelo que eles fizeram com A Fantástica Fábrica de Chocolates, ao estragar a fantasia dos uma-lumpas, explicando sua origem e colocar aquela "nóia" do Willy Wonka com seu pai. A sequência final em que ele vai visita-lo simplesmente me neguei a assistir, desligando o DVD. O original, de 1971, de Mel Ferrer, deveria ser protegida como patrimônio da humanidade.

Aliás, essas releituras têm o hábito de profanar clássicos. Talvez por isso que ainda não se fez o Remake de "E o Vento Levou" - mas bem que se tentou, na televisão, através de curta série. Imagina se alguém tenta reeescrever, por exemplo, "Crime e Castigo"? Menos mal que os "remakes" não chegaram na literatura - ainda que nessa seara se veja muito "mais do mesmo".

Mas enfim: nunca entendi o desenho de Walt Disney, uma viagem lisérgica sem tamanho! Não sei como não proibiram ainda - não que eu seja favorável a isso. Se nem o desenho minha inteligência alcança, o que dirá um filme, com releituras e licenças poéticas - sem falar na imagem do Chapeleiro Maluco, que é outro "mais do mesmo" de Burton. Parece que já vimos isso, de ja vu pra caramba!

De qualquer sorte, a assessoria de imprensa de Burton não deverá soltar nenhuma nota sobre meu boicote a seus filmes, creio eu.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim...

A belíssima canção interpretada por Milton Nascimento ("Caçador de Mim"), lançada em 1980 no álbum homônimo, entra em meus ouvidos com toda a permissão. Música é algo que não só se ouve, mas se degusta, a audição é um dos nossos famosos cinco sentidos.

Sinto prazer em colocar os fones e deixar que a música me isole do mundo. "Longe se vai, sonhando demais, mas onde se chega assim? vou descobrir o que me faz sentir caçador de mim".

Letra e música de Sérgio Magrão e Luis Carlos Sá. Pois é, Milton é apenas o intérprete.

Apenas?

"Nada a fazer senão esquecer o medo"

terça-feira, 13 de abril de 2010

O tempo já cobrando a conta...

Eu bem que avisei, ainda antes do jogo contra o Pelotas, que o tempo e a verdade real cobrariam a conta. A do tricolor veio rapidinho - não se sabe se conta parcial ou já é a final!

O Grêmio deu combustível ao Internacional. Imaginar que o Pelotas vá derrubar o Colorado é querer mais um desastre nesse Gauchão (Novo Hamburgo eliminando o Inter no primeiro turno, Pelotas eliminando o Grêmio no segundo turno, isso sem falar do São Luiz e São José no primeiro turno e o Caxias e o São José no segundo). Não acredito que aconteça.

Portanto, vamos (provavelmente) para dois grenais: o primeiro no Beira-Rio, o segundo no Olímpico. O tempo e o Silas reequilibraram a gangorra. As participações de amanhã e da semana que vem de Grêmio e Inter na Copa do Brasil e na Libertadores definirão o fiel da balança. Hoje, por aquilo que é tendência, entraremos iguais.

Queria ter mais certeza do título gaúcho. Confesso que já tive mais. A Copa do Brasil sempre foi uma incógnita, com esse futebol de time pequeno que Silas comanda no Grêmio.

Mas ainda sinto muito medo do supervalorizado confronto com o Avaí. Não era para ser assim. Avaí NUNCA deveria ser o grande teste para o Grêmio!

Mas há pais de família do outro lado, como diria o grande Silas!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

E quando cobrarem a conta?

Grêmio e Inter neste 2010 sofrem de problemas parecidos: se enganam com aquilo que acontece dentro de sua própria casa, tal qual o marido que vê na mulher prendada e caprichosa a razão de toda sua tranquilidade, e mal sabe que aquele curso de congelados que ela faz toda a terça é... bem, deixa pra lá.

Ontem assisti ao jogo do Inter, de olho do lateral Paulinho, do Novo Hamburgo, pretendido pelo Grêmio. Além de gostar do jogador pelo seu segundo tempo, vi também um Novo Hamburgo bem organizado pelo técnico, e lamentei a ruindade do atacante Gustavo que já não tinha condições de jogar no Inter, e agora nem pro Nóia ele serve.

Vi mais além: o Inter sofre, ao contrário do Grêmio, de um problema de desorganização tática. É um time de correria, do tipo vamos para cima e ver no que dá - ainda herança dos tempos da correria com qualidade que Nilmar proporcionava. Sobrou a correria de Guiñazu e Taison, essa sem qualidade nenhuma.

Mas o salvador do Inter de ontem também pode ser o andróide traidor, como em "Alien o 8º Passageiro": Abbondanzieri. Mas que goleirinho o Internacional foi arranjar. É um Lauro piorado com a idade do Clemer que fala espanhol. Ontem ele soltou quatro bolas de forma infantil - uma inclusive terminou em gol, bem anulado por impedimento. E o primeiro gol do Novo Hamburgo nasceu de DUAS cagadas consecutivas já no início do jogo. Primeiro, lanço mal a bola como tem feito desde que chegou ao clube: creio que foi Cléber que conseguiu recuperá-la na lateral e devolveu para o goleiro, tipo num aviso "tenta de novo. E aí veio a segunda patuscada de Pato: o passe mal feito para Sandro que fez uma falta digna de expulsão. O juiz aliviou a barra do volante colorado apenas com um amarelo. Na cobrança de falta, o gol.

Ao final defendeu um pênalti mal batido por Kempes. Fica essa imagem, fica essa memória. Mas o torcedor colorado deve estar alerta: para o amontado que esse time colorado se tornou, e para seu goleiro, que uma hora não será beneficiado por impedimento ou ausência de atacante alheio por perto.

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Já o Grêmio engana-se com esse recorde estabelecido de 15 vitórias seguidas. Bom, muito bom. De fato, gerou a expectativa de que ele será o campeão gaúcho, pois o Inter, além dos problemas que apresenta, tá lá preocupado com a Libertadores; Caxias e Novo Hamburgo, que se apresentavam feito David a Golias, estão fora da disputa: há, no caminho tricolor, apenas o Pelotas, o vencedor de São José x Inter SM e TALVEZ um, ou três Grenais.

Não está difícil.

Mas está tudo uma maravilha para os lados do Olímpico: eu penso que não. Silas insiste de forma bisonha em seu bruxinho Ferdinando, um dos piores jogadores de futebol que já vi em minha frente. E certamente o pior titular incontestável por parte do técnico.

Mas Ferdinando está longe de ser o pior dos problemas gremistas, que sem ele fica com proteção à zaga, marcação, antecipação, melhor saída de bola. O problema é como o Grêmio tem jogado: dando espaço para o adversário. O Votoraty veio aqui e tocou a bola com tranquilidade, teve maior posse de bola - e considere-se que o Grêmio foi o primeiro time da linha de cima do futebol nacional que os paulistas já enfrentaram. O maior até então tinha sido o Guarani de Campinas, que há mais de vinte anos não mete medo ou respeito em ninguém.

O Grêmio joga esperando os fracos adversários que enfrenta. E vence no contra-ataque, ultimamente decidindo o jogo nos primeiros vinte minutos e administrando o resto. E agora vem o Avaí, que já anunciam como um teste verdadeiro para o Grêmio - claramente superdimensionando o clube catarinense que, se está na primeira divisão, está apenas fazendo turismo. Hoje ou amanhã volta para seu lugar, a Série B.

O Avaí não pode ser parâmetro. O Grêmio só encontrará adversários á altura nas quartas-de-final, quando poderá pegar o Fluminense (pelo nome, pelo nome). E daqui a um mês, no campeonato brasileiro. Aí veremos. Mas ou o Grêmio muda, ou...

Uma hora vão cobrar essa conta, de Grêmio e de Inter. E aí?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Yeda, por que não te calas?

A governadora Yeda Crusius não se aguentou calada - o que seria uma arte sábia - e teve que disparar sua verve no caso da polêmica Polícia x MP.

Ao afirmar que "sou responsável pela Polícia Civil, nomeio o Ministério Público. Portanto, as suas funções estão sob o guarda-chuva do governo".

A Polícia Civil, evidentemente, faz parte do Estado do Rio Grande do Sul - e jamais da PESSOA da Governadora (ou governador, quando for o caso).

Mas o Ministério Público, por consagração constitucional, é entidade independente. Não está sob nenhum guarda-chuva, guarda-sol ou qualquer subordinação ao Governo do Estado. Yeda falou bobagem, e da grossa. Nenhuma ingerência tem sobre o Ministério Público.

De fato, o chefe dessa instituição - o Procurador-Geral de Justiça - é eleito por seus pares e, em lista tríplice, vai para a nomeação do Governador do Estado. E para por aí a participação do chefe estadual.

Tanta autonomia tem o Ministério Público, que mesmo o Promotor lá de Tucunduva, em início de carreira, tem independência nas suas denúncias e demais atos institucionais, independente da posição adotada, por exemplo, pelo Procurador Geral de Justiça.

Assim como a governadora não tem qualquer participação no Tribunal de Justiça. Afinal, 1/5 dos membros que formam aquele Egrégio Sodalício são oriundos da classe dos advogados, eleitos por seus pares e que, por lista sêxtupla, são nomeados pelo governador do Estado. Mesma coisa com os egressos do Ministério Público que se tornam Desembargadores.

Perdeu (mais) uma chance de ficar calada. Yeda às vezes esquece que é governadora.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Menos loucos que os loucos dos outros

Embora eu seja um operador do direito, não conheço a fundo o sistema judiciário norte-americano, além do que li nos livros do Scott Turrow, John Grisham, no fenomenal "Por Detrás da Suprema Corte", de Bob Woodward e Scott Armstrong, que relata os alguns anos da Corte Máxima Americana, entre os anos 1960 e 1970. Nada além também dos filmes de tribunais e de seriados como "Law & Order", "Good Wife" e, mais antigo, "L.A. Law" (que no Brasil passou com o título brasileiro de "Nos Bastidores da Lei").

Nosso sistema judiciário pátrio é diferente do americano, proveniente da "Common Law". Lá, os julgamentos são decididos com base na Jurisprudência - por isso todas aquelas citações a casos; aqui, embora a jurisprudência seja fonte forte de justiça, a Lei ainda está acima dela - o que vem mudando, paulatinamente.

Ontem mesmo assistia a um episódio de "Good Wife", seriado em que a eterna Carol de "ER" vive uma esposa que volta a advogar quando seu marido, acusado de corrupção e escândalos sexuais, vai para o xilindró. Nele, um determinado caso movido contra um jornalista sensacionalista (o Datena deles) é acusado de ter feito afirmações inverídicas sobre o homicídio de uma menina. Lá, diferente daqui, a maioria dos casos (ou muitos deles, pelo menos) vão para o Grande Júri (aquei, somente os crimes dolosos contra a vida e os conexos a estes).

A diferença é que o juiz, ao ler o veredicto do Grande Júri (que sempre deve ser unânime, também diferente daqui), decide mudar a decisão e absolver o jornalista-réu, baseado na liberdade de expressão (a famosa Primeira Ementa da Constituição Americana). Aqui a decisão do Júri é soberana. Só pode ser alterada por decisão do Tribunal de Justiça que determine um novo Júri - juiz togado não muda decisão do Conselho de Sentença.

Outros episódios de "Law & Order" também me chamaram a atenção, em que réus, acusados de, por exemplo, incitar o suicídio e promover a pedofilia, se defendem abertamente, julgando-se no direito de se manifestar livremente.

Agora leio nota no jornal dizendo que a Câmara de Vereadores de Várzea Grande, no Mato Grosso, está proibindo o uso das tais "pulseiras do sexo", usada por adolescentes para jogos lascivos que vão desde um mero selinho até o ato sexual completo - diz-se que uma rede de pedófilos já está explorando a "brincadeira".

Embora eu acredite que isso seja muito mais uma questão de educação que vem de dentro de casa e conscientização em nível escolar, do que propriamente uma lei proibindo, custo a acreditar que nos Estados Unidos pedófilos poderão ou poderiam se defender livremente de tais práticas - não que lá não sejam condenados mesmo assim, mas no meu pensamento e no pensamento do Judiciário brasileiro, é inadmissível que alguém defenda o direito de delinquir.

Enfim, filmes e seriados tem muitas licenças-poéticas (como em "House", em que os exames específicos são realizados na hora pelos próprios médicos, que ainda vão na casa dos pacientes investigar a vida pessoal dos mesmos), e quero mesmo acreditar nisso. Mas sabemos que os Estados Unidos é um país de malucos.

Talvez nossos loucos sejam menos loucos que os loucos dos outros.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A estrela sobe

Jonas é o tipo do cara que não queremos para cunhado ou genro: é muito feio e tem aquele ranço no sotaque de quem saiu do interior de São Paulo. Preconceito puro. Mas não é para isso que ele se apresenta, embora sua cara de taxista ou de instalador de antena da NET lhe ofereça opções de mercado.

Hoje ele é a estrela em ascensão no Grêmio - consolidado mesmo, eu penso que temos apenas Victor. Mário Fernandes, Rodrigo, Maylson, Douglas e Borges acompanham o "matador", numa ascensão bem mais rápida que a deste, feita de pedras soltas, subida íngreme e até vento para baixo.

Não é craque. Nunca será. Não é o bonitinho. Também jamais será. Mas também não serve para o bode expiatório, aquele por quem passa as causas de todo o mal de um time. Tinha a necessidade de se recuperar da sua primeira passagem pelo Grêmio, na qual seu melhor momento foi o gol a um minuto no jogo que rebaixou o Corinthians em 2007. Em 2008, teve participação negativa naquela partida fatal contra o Juventude no Olímpico: apesar de ter feito um gol, comprometeu a reação que era possível com uma expulsão desnecessária.

Foi jogador dispensável no Olímpico, por seus próprios deméritos. Andou pela Portuguesa, o que também foi por seus deméritos, onde foi goleador, o que todavia sempre é difícil de mensurar: ser goleador lá é uma coisa, ser aqui é outra coisa.

Sobreveio 2009 e ele determinado a ser a outra coisa. Apareceu bem no Gauchão e teve o resto do ano transitando na sazonalidade: uns meses passou em branco, outros compareceu no placar - quando parecia recuperar a forma e a auto-estima, lesionou-se. Ainda assim terminou como um dos principais goleadores do Grêmio - fez o dobro de gols do amado Máxi Lopez.

Em 2010 sobraria. As contratações indicavam que ele seria reserva de Leandro e/ou Borges. Foi, no primeiro tempo do primeiro jogo. Entrou no intervalo e teve estrela de marcar um gol.

Precisa ainda resolver problemas de cunho psicológico: por que, por exemplo, nunca faz um gol quando chega cara a cara com o goleiro. Invariavelmente acerta o defensor. Todavia, a despeito de suas claras limitações técnicas, é o nome do gol no Grêmio. Talvez tenha chegado no seu limite, talvez cresça ainda mais: só torçamos que não seja apenas uma fase.

A estrela sobe, sem dúvida.

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