domingo, 27 de setembro de 2009

Uma noite de domingo

As noites de domingo, se a gente deixa, são assim meio iguais: esperando que venha a segunda-feira!

Sempre temos planos que começam na segunda-feira. Aquela dieta inadiável é o mais comum. Deixar de fumar, ou restringir a cerveja gelada somente aos fins-de-semana também são planos recorrentes que começamos na segunda-feira. Em geral prometemos começar. Nem sempre começamos ou persistimos.

Deve ser por causa do domingo à noite. É amorfo o domingo à noite, e dói pensar que o mais contundente é o "Fantástico". Que cada vez começa mais tarde e termina ainda mais tarde, é o pouco que percebo das raras vezes que minha tevê está ligada no famoso canal aberto. Em geral está desligada pois, como se disse, é domingo à noite. Dificilmente começo algo na segunda, mas mesmo assim essas horas fatais do fim-de-semana são insossas, sem identidade.

Basta deixar as coisas acontecerem que podem ver, não acontecem. Somente quando estamos distraídos é que o domingo à noite é diferente. E só nos damos conta quando já são vinte e três horas. "Caramba, já são onze da noite. Amanhã tenho que".

E o domingo à noite volta a ser um enorme buraco negro no início da nossa semana. Afinal, que idéia é essa que a semana começa no domingo?

Não senhor. Começa na segunda. Por mais que adiemos nossos planos por mais uma semana!

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