domingo, 4 de julho de 2010

O fim da Copa à espera de um novo técnico

Enfim, a Copa acabou. Na sexta. Sei que teve uns jogos depois, inclusive um surpreendente passeio da Alemanha sobre a Argentina. Mas isso parece que é uma outra competição. A Copa acabou na derrota para a Holanda, assim é no Brasil.

Por mim, como meus quatro leitores sabem bem, tanto faz. Melhor até, pois fica mais fácil de trabalhar, sem medo de marcar algo importante e depois ter que desmarcar porque a selecinha joga. Pra quem é "liberal", cada dia vale ouro!

A CBF anunciou a demissão do Dunga, que ainda fez um charme do tipo "eu disse que eram só quatro anos". Algo meio evidente: ganhasse, sairia por cima, feito Luiz Felipe e Carlos Alberto (o Parreira, para quem não lembra os dois primeiros nomes do cara). Que não cometa o erro deste segundo, que abusou da sorte e voltou, numa clara prova de que não sabia direito por que ganhou a primeira. Felipão eu não sei se ousará novamente, dá toda a mostra que sim.

Mas dos nomes ventilados (pela CBF ou pela imprensa, eu não sei, depois do epísódio Felipão no Internacional não dá pra duvidar da criatividade midiática), dois só podem ser piada: Leonardo (considerando que não seja o cantor sertanejo, o que seria uma piada ainda maior) e Ricardo Gomes. Este, porque não provou nada em sua curta carreira; aquele, porque foi uma invenção do Milan. Mas se há quatro anos inventaram Dunga, que nunca treinara nem time de futebol de mesa antes, por que ir-se-ia duvidar?

Restam, além do Felipão, que é um cara meio hour-concours da opinião pública, Mano Menezes e Muricy Ramalho. Mano eu acho ainda muito verde para a função, por mais que esteja no comando do Corinthians há mais de dois anos (há quem ache que treinar os paulistas ou o Flamengo é credencial suficiente). Evidente que Mano tirou muito de grupos fracos - Grêmio em 2005 e 2007, principalmente, e Corinthians em 2008 e 2009. É o líder do Brasileirão quase esquecido. Mas lembrem: na seleção não podemos partir do princípio que um treinador tirará leite de pedra - diz-se dos jogadores brasileiros verdadeiros diamantes raros!

Claro, tem a opção pelo modelo Dunga, recentemente falido: abre-se mão de boleiros em nome dos cabeças-de-bagre que fazem da seleção uma família. Mas seria temeroso insistir nesse paradigma.

De resto que sobra Muricy, tri-campeão brasileiro, honraria exclusiva a um treinador num único clube (o outro que foi três vezes seguidas campeão, Rubens Minelli, o fez por dois clubes distintos). Aliás, no passado já se cometeu a injustiça de não colocar Minelli ou Ênio Andrade no comando da seleção, em preferência a nomes como Cláudio Coutinho, o próprio Parreira, Carlos Alberto Silva e Evaristo Macedo, para ficar nos nomes que transitaram entre o final dos anos 1970 e a metade da década posterior.

Por isso que entendo que é a hora de Murici - se não for o Felipão, mas penso mesmo que aquele merece uma chance. Mano seria o azarão da lista.Gomes e Leonardo? Tá de sacanagem...

***

Anotação sobre a questão da tecnologia na arbitragem: a hipocrisia mais uma vez a serviço do futebol (ou o contrário). Ao mesmo tempo em que se alega que o "erro faz parte do jogo", pune-se o árbitro que erra. Pera lá!

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