quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Política, futebol & cinema, não vivo sem!

Cerco à rua Araruama

Novas denúncias da Oposição dão conta que a Governadora gaúcha teria adquirido bens para sua residência, inclusive para ornamentar o quarto dos netos, com dinheiro público. A prática, inclusive, não é negada pelos governistas, sob o argumento que o processo foi transparente e legal, sendo auditado e autorizado pela CAGE.

O argumento que ao final procura sustentar a questão seria de que a prática é antiga, com governantes anteriores terem feito o mesmo. Ou seja, gastam o dinheiro público sob o compromisso de, findo o mandato, devolve-los ao Patrimônio ou ressarcir o erário. Sei.

Todo esse barulho vem como fato novo numa tentativa oposicionista de mudar as perspectivas para a votação do relatório da Deputada Zilá Breitenbach (PSDB). Aliás, essa da Deputada Zilá ser a relatora do pedido de impeachment da Governadora é a piada do ano!

Futebóis

O Internacional voltou a vencer e parece que Mário Sérgio veio ressuscitar D'Alessandro. Ao que parece, o argentino não será propriamente mimado pelo "vesgo", mas certamente terá um cartaz bem melhor com o treinador do que com o seu antecessor. Talvez, com Mário Sérgio, haja menos busca de equilíbrio e mais de resultados, que é do que o Colorado precisa. O jogo de ontem já foi assim: um Internacional sofrível que, ao fim e ao cabo, venceu por 3x1 um dos piores times do certame que veio todo descaracterizado. Era uma obrigação vencer, e isso foi feito.

Já o Grêmio jogou 55 minutos e parou, mas parou totalmente.Só que parou diante de um Atlético PR ineficiente. Pensei - temi - que a entrada de Alex Mineiro significaria o crime na Arena. Não aconteceu. O Tricolor deixou de ganhar e segue patinando atrás do pelotão que integra o G-4 e ainda com o tráfego do quinto e sexto colocados, o que ainda mais dificulta uma missão cada vez mais áspera. Assim como ontem, o jogo de sábado contra o desinteressado Corinthians de Mano Menezes é uma obrigação.

Os gaúchos totalmente na obrigação.

Quinta é dia de cinema!

Não fui assistir, mas o polêmico Anticristo de Lars von Trier dá o que falar. A trama, ao que se noticia, consiste da trágica morte de um bebê ao cair de uma janela enquanto seus pais transam.

O psicanalista Mario Corso, em artigo na ZH de hoje, chama o filme de "sofrimento gratuito", um "pornografia dos abismos da alma para render pouco". Pelo que se lê, o filme pouco ou nada passa disso. Talvez seja apenas aquele desejo de querer ser polêmico, bem ao gosto de Trier.

A cena inicial me lembra um pouco uma passagem do excelente "Trainspotting" (1996), de Danny Boyle, igualmente horrenda, em que um bebê morre de inanição enquanto no entorno sua mãe e seus amigos viciados viajam na heroína e coisas do gênero. Péssimas mães que, viciadas em sexo e drogas, perdem seus filhos. Melhor para os bebês? Bah!

A diferença nesse filme é que a terrível situação é apenas mais uma das tantas na trama dos amigos em busca de grana e drogas. A trama passaria bem sem ela, mas tudo bem. Já o filme de Von Trier parece que foi feito para justificar a cena inicial.

O que me faz lembrar outro filme de violência (totalmente) gratuita. "Irreversible" (2002), de Gaspar Noé, também foi cercado de polêmica e declarações de amor e ódio. É um dos filmes mais horríveis que já vi e pretende ser inovador ao contar, de trás para frente, a história de um estupro e a caça ao estuprador. A cena em que a belíssima Monica Belucci é seviciada é demasiada longa e causa um mal estar irreversível,
assim como a terrível cena do extintor de incêndio.

E aí, as pessoas vão para ver o sexo, ver a queda, ou simplesmente porque a polêmica está na ordem do dia?

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