terça-feira, 20 de outubro de 2009

Viver a vida que tem que ser vivida

O brocardo "carpe diem", usado pelo professor Mr. Keating em 'Sociedade dos Poetas Mortos', papel vivido com perfeição por Robin Willians no belíssimo filme de Peter Weir (diretor ausente das telonas praticamente desde o Show de Truman, de 1998, que agora termina "The Way Back", baseado nos soldados perdidos na Sibéria em 1940), serve muito para ancorar nossas, digamos assim, preces do dia-a-dia.

O jornalista André Machado, que apresenta o Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, de segunda à sexta, a repete diariamente no final de seu programa: "aproveite o dia", e foi mais ou menos o que me deu o tema para discorrer por aqui!

Uma outra maneira de se dizer isso é: viva a vida que tem que ser vivida. Somos muito agonizantes e agoniados com o atropelo do dia-a-dia, com trabalho, família, mil e um encargos, as contas que não param de chegar, o dinheiro que resiste em aportar nos nossos bolsos e os paraísos ideais com que sonhamos se não fossemos quem somos!

Falo na primeira pessoa do plural, generalizando. Até porque não sou assim, sempre fui uma espécie de exceção à regra: seja por espírito crítico, vontade de justificar minhas próprias escolhas ou simplesmente ser do contra. Ir contra a maré muitas vezes molda o nosso caráter e, céus, como tenho dificuldade de aceitar as coisas como elas simplesmente são!

Mas eu falava em sonhos paradisíacos sendo quem não conseguiríamos ser. O velho sonho de acertar na loteria e se mudar para uma ilha e lá ficar entre a natureza e um bom centro urbano a uns, digamos, 80 Km. Claro que com celular, tevê a cabo HD, banda larguíssima e assinatura da Playboy pra não perder a Fernanda Young em novembro! Mas e o tédio?

Há quem diga que não existe o tédio nessa vida perfeita. Mas será mesmo que é perfeita? Não canso de ouvir dos amigos que desapareceriam com um basto prêmio milionário depositado no Banco, vivendo dos rendimentos fixos. Mas e os amigos, a família, o apego a tudo que se cerca?

Na verdade, eu acredito sinceramente que são as famosas "maneiras de se falar". Somos apegados demais ao nosso chão, de forma geral (e sempre as exceções estarão aí para confirmar as regras) e por mais que vivamos a vida de outro por algum tempo, num determinado momento, sentiremos a necessidade de viver a nossa própria - eu particularmente não mudo meeeesmo por causa de dinheiro, seja ele quanto for! Acredite se puder!

Por enquanto, vamos ficando por aqui: escrevendo, blogando, advogando, namorando, educando, brincando, curtindo - vivendo! Aproveite a vida!

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