sábado, 3 de outubro de 2009

Uma década de R$ 80 bilhões

A década de 2010 no Brasil anuncia-se como aquela representativa de R4 80 bilhões de investimento em infraestrutura e adjacências, para os eventos da Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas do Rio de 2016.

Desde sempre sou contra a realização desses eventos no país - ainda que se fale muito nos investimentos que, por se tratar de investimento, devem representar receitas respectivas. Pois então: por que não se divulga a previsão dessas receitas, já que há uma previsão de gastos?

Evidente que esses oitenta bilhões têm que ter retorno, e não somente na infra-estrutura que fica, na divulgação do país (no caso das Olimpíadas, do Rio) e no turismo: receitas serão geradas em função desses eventos.

A pergunta que se deve fazer é se esse montante a ser investido é o mais adequado para se gerar o desenvolvimento esperado. Certamente haverá uma plêiade de opções mais devidas para o país, mas quanta gente não está nem aí pra isso?

Polanski

Fiquei surpreso com a repercussão sobre a prisão do cineasta Roman Polanski - diretor do impagável "A Dança dos Vampiros ("Dance of Vampires"), de 1967, que também atua no papel de Alfred, assistente do Dr. Ambrosius. Destaque-se também, no filme, a participação de sua esposa, a belíssima Sharon Tate, que seria assassinada em 1969 por fanáticos religiosos comandados por Charles Mason.

A surpresa foi justamente na defesa aclamada em favor de Polanski, condenado por estuprar uma menina de 13 anos em 1977. Houve quem dissesse que não fazia sentido uma prisão após tanto tempo (no Brasil a pena já estaria prescrita há muito), e que isso só seria a afirmação do moralismo norte-americano.

Eu não entendo assim: ao que se sabe, não houve erros no processo, no contraditório. O estupro resultou do constrangimento de menor de idade mediante violência e com uso de drogas. Se se passsaram cinco ou cinquenta anos, que bom que as leis, as autoridades e a esperteza do réu não estão acima da responsabilidade dos danos criados, como sói acontecer por aí.

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