terça-feira, 6 de outubro de 2009

Túneis de tempo

Em geral, reservo a terça-feira para falar de coisas que passaram e que ficam gravadas na memória e na retina de nosso permanente saudosismo - do meu, ao menos, pois conheço pessoas totalmente desapegadas ao passado.

Mas ontem acabei fazendo remissões a tempos idos, ao lembrar de episódio que vivenciei no vestibular da UFRGS de 1988 - aquele de duas etapas: começara em dezembro de 1987 e terminara em janeiro do ano subsequente. Que tempos!

Ao final da crônica de ontem, rememorei Mercedes Sosa relembrando que não se pode "volver a los 17", lincando a morte da cantora com o assunto desenvolvido. E também o passamento de Mercedes me faz pensar como as pessoas vão, e vão mesmo! Outras vêm! É aquela velha dialética!

Voltar  a Morrer

Noite dessas também sonhei que estava num avião em queda livre. Céus, a sensação é terrível. Consciente de que iria morrer - o que eu estava fazendo naquele bólido aéreo o sonho não explica - procurei me preparar para poder sentir o que é morrer. Deu tempo de ouvir um estouro e depois um silêncio que parecia celestial, mas vai que o capeta sabe fazer silêncio também. Mas o silêncio não era nem do paraíso tampouco do inferno: era apenas a madrugada que repousava silente ao redor. Bonito isso. Mas que foi uma sensação do caramba (pra não dizer outra expressão mais forte), ah!, isso foi.

Não foi o primeiro encontro com a ceifadora em meus sonhos: por duas vezes, ao menos, lembro de ter sido alvejado por tiros que me vitimaram; outra, eu caía de um prédio. Em todas elas, as sensações vividas à flor da pele!

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