sábado, 7 de novembro de 2009

Sábado entre chuva e sol

Cinema em Luto

Ouço (e leio) agora a notícia da morte do cineasta Anselmo Duarte, aos 89 anos. Segundo as poucas informações que chegam, ele teria sofrido um AVC há alguns dias e estava internado. Também se tratava de um câncer na bexiga.

Para quem não sabe ou não lembra ou simplesmente não se liga nessas coisas, Anselmo Duarte foi o diretor de "O Pagador de Promessas", de 1962, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e também concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro - é a pelicula nacional com o maior reconhecimento, em se tratando de prêmios em festivais internacionais.

Seu último trabalho como diretor foi em O Trombadinha, de 1979. Depois disso, teve participações como roteirista e ator, sendo sua última atuação em Brasa Adormecida, de 1987.

Inobstante o inegável talento como diretor, sua carreira sofreu declínio em virtude de suas desavenças com o chamado "cinema novo", grupo identificado com o neo-realismo italiano e pela "Nouvelle Vague" francesa, pregava um cinema com mais realidade e menos custo - daí a boca do lixo paulista a partir dos anos 1960.

Fica aquela impressão de trabalho inacabado, mas com a satisfação de alguma missão cumprida. Afinal, foi precursor ao levar o cinema nacional reconhecidamente além-mares!

Igual a ti só no inferno

Achei este livro num sebo da Feira do Livro. Escrito pelo gaúcho Antonio Carlos Resende (autor de "O Louva-a-Deus", "Magra, não muito, as pernas sólidas, morena", dentre outros), publicado em 1988, fui lê-lo em 1990, retirado da bibliotecca que havia na empresa que eu trabalhava na época.

Conta a história do terrível amor de um homem casado por uma belíssima mulher chamada Ana Paula, e a devassa que a mesma faz em sua vida somente por força desse amor terrível. Aliás, "amor terrível" é a definição da apresentação que o saudoso Paulo Hecker Filho faz na capa de trás: "Antonio Carlos Resende, no seu estilo correto e sensível nos conta em Igual a ti só no inferno mais uma de suas histórias de amor. Do terrível amor...".

Ah, essas mulheres!

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